Ecoalfabetização

A criação de comunidades sustentáveis é um dos grandes desafios do terceiro milênio. A “prática” vem ganhando força e sendo projetada como um importante caminho para o combate ao descaso com o meio ambiente. A essência destas comunidades está no fato de que o modo de vida, negócios, economias, estruturas físicas e tecnologias não interferem na habilidade da natureza para sustentar a vida. A alfabetização ecológica é o primeiro passo do processo para entender os princípios de organização que os ecossistemas desenvolveram para sustentar a teia da vida e, consequentemente, transformá-la.

Segundo Fritjof Capra, físico e teorista de sistemas, diretor fundador do Centro para Ecoalfabetização, localizado em Berkeley, Califórnia, e autor de vários sucessos editoriais internacionais, ser ecologicamente alfabetizado, ou ecoalfabetizado, significa compreender os princípios básicos de organização das comunidades ecológicas (ou seja, ecossistemas) e ser capaz de incluí-los na vida diária das comunidades humanas. Ensinar este conhecimento ecológico – que pode ser chamado “princípios de ecologia”, “princípios de sustentabilidade”, “princípios de comunidade” ou, até mesmo, “fatos básicos da vida” – será o papel mais importante de educação no próximo século.

O caos ambiental vivido hoje faz o mundo para pensar no futuro. Não há mais tempo para cometer erros e a educação é a principal ferramenta de conscientização e mudança. Esta é a proposta do Centro de Eco-Alfabetização, uma educação ampla e profunda, em todos os níveis, que vai além da educação ecológica como disciplina.

por Marcela Lemos

Fonte: Ecoalfabetização – Jeannette Armstrong.

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